23.4.26

Já Assistiu ao Império das Ratazanas?

A: não vou assistir porque não é uma produção católica. B: mimimi! C: (lacuna). Assim como para músicas, há em certos filmes, através de algumas cenas, inclusões de gatilhos sensoriais para ativação do sistema cerebral autônomo, instintivo, irracional, que bem merecem ser explicados.
1. Antes de tudo, vale a pena explicar que neste artigo há dados que precisam ser pormenorizados à compreensão dos pressupostos teóricos a respeito do comportamento humano. Porém, também não parece prudente, sabendo das mecânicas envolvidas, deixar essas informações perdidas, motivo pelo qual estão sendo compartilhadas.

2. Não é que qualquer produção, por não ser católica, seja de logo imoral ou imprópria para pessoas que prezam pelo melhor entretenimento. Aliás, muitos filmes, que não são propriamente da fé ou minimamente relacionados ao conteúdo religioso, possuem excelentes enredos e lições de moral para crianças, jovens e adultos.

3. Porém, o que é preocupante? Já há algum tempo (ou seja, a coisa é velha), cenas de sexo à beira do explícito ou uso de drogas (quando não essas duas coisas juntas) não são inseridas nas cenas por uma pretensão necessária de mostrar as “belezas naturais” de atrizes ou tornar aquele contexto mais convincente.

4. As cenas de sexo funcionam como gatilhos para estimular as regiões do cérebro mais suscetíveis à respostas autônomas, incluindo aquilo que foi chamado por instinto. As reações do corpo em exposição audiovisual não são controláveis se as pessoas expostas não fizerem um esforço contrário aquele estímulo.

5. Significa que aqueles que assistem a essas cenas terão vontade de fazer sexo no local? Se deixarem, também não duvidaríamos, mas tal finalidade primária é para o mercado de consumo, fazendo com que vontades reprimidas sejam canalizadas para prazeres como aquisição de comida: pipocas, refrigerantes, chocolates etc.

6. Entretanto, isso seria a tese para cinemas, pois, quanto aos streams, parece-nos que, somando-se às ideologias das libertinagens, os efeitos da hiperssexualização podem ser vistas através da relação direta, dada pelas respostas condizentes aos estímulos, ou seja, excluindo-se aquela inibição que canalizava a vontade para algum outro prazer.

7. Em suma, há mecânicas por trás das cenas de sexo, ou como de uso de drogas, voltadas às respostas das pessoas que são expostas, significando dizer que existe sim uma preocupação, que não é uma questão de “mimimi!”, muito menos de omissão “(lacuna)”, que faz com que cinéfilos católicos rejeitem muitos filmes.

8. Se para um filme um ato sexual tem relevância no roteiro, sempre é possível se valer da precognição ao invés da explicitação desnecessária. Ou seja, se na cena um casal entra numa casa ou quarto sozinhos cruzando olhares, já supre às pessoas já expostas à realidade do sexo os entendimentos necessários para concluir essa situação.

9. Ao mesmo tempo, aqueles que não conhecem a realidade do sexo terminam sendo poupados de algo que vão ser expostos em um momento futuro, dentro da correta relação, ao invés de verem coitos quase explícitos como maneira de se entreterem. Isso leva qualquer indivíduo a adotar comportamentos de ratazana, seja homem ou mulher.

10. Comportamentos de ratazana levam homens e mulheres a observarem tudo instintivamente, fazendo com que, mediante a satisfação dos prazeres, adotem posturas de descarte, abandono, tornando-se subespécies autocentradas e incapazes de se relacionarem em proveito do coletivo, da sociedade, para Deus.

11. Os filmes têm sim esse poder, pois ao formar uma cultura de massa, dadas as proporções ocidentais, os comportamentos são amplamente verificáveis, desde os nudismos urbanos aos estupros por recreação, como se estas, agora, tivessem se tornando necessidades fisiológicas de primeira importância.

12. Mas não é por causa das produções cinematográficas ultimamente serem ideológicas, socialmente suicidas, que outros filmes não católicos não prestam. Mas uma trama que tenha que ter sexo a todo tempo, ou uso de drogas (existe uma exceção, quando tende a abordar a dependência), prejudica e muito os seres humanos.
    Para referenciar esta postagem:
ROCHA, Pedro. Já Assistiu ao Império das Ratazanas? Enquirídio. Maceió, 23 abr. 2026. Disponível em https://www.enquiridio.org/2026/04/heavy-metal-funk-e-escolaridade-no-pais.html.
Pedro Rocha é católico, casado desde 2014 com Larissa Rocha – temos dois filhos na terra e um(a) com Papai do Céu. Bacharel em Direito e Design, cursa nas áreas de Semiótica, Gestalt, Behaviorismo e Simbologia. Agora, depois de ao menos uma década dedicada ao Enquirídio, procura explicar nesta seção pop que ninguém precisa adotar neuroses alheias acerca de cultura ao se firmar como cristão, sobretudo os jovens, diante de produções musicais, literárias e cinematográficas, principalmente.
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